Count Cain by Tenshi
Oi, amiguinhos!
Então… Atendendo a mais uma sugestão da Mila-chan, e numa tnetativa de tirar o BTEL (sigla do blog!) do limbo, aqui vai um artigo que eu deveria ter publicado há uns meses, quando saiu i último volume de Conde Cain. Na época, eu preferi publicar o post anterior (Bids You All Adieu), mas pra não desperdiçar o texto, aí vai ele, mesmo um pouco atrasado…
(…)
You come out at night, that’s when the energy comes
And the Dark Side is light, and the vampires roam…
Esses aí são versos de uma música linda da Sarah McLaughlin. Quem me dera cantar como ela… Ah, a canção chama-se “Building a Mystery”.
E foi nesse clima de romance e de classe decadente que eu me despedi de um dos meus mangás favoritos, se não O meu favorito: Count Cain/ God Child, que eu, muito pedante e abusada, me recuso a chamar pelo nome em português: Conde Cain.
Eu comprei o último volume… Eu sabia exatamente o que iria acontecer… Mas doeu, e então me reservei o resto do dia para ficar em luto interno.
Mas antes, permitam-me tentar transformar isto aqui num texto coerente e não em mais um fluxo verborrágico e esquizofrênico, ou, como diria Mila no auge de sua criatividade de guaxinim: um encaiabocamento de idéias. Aliás, “encaiabocamento” é mais um dos verbetes do meu vocabulário de gosto questionável. Whatever, não é esse o ponto…
You’re so bautiful, with an edge and a charm
And so careful when I’m in your arms…
A long time ago…
Começou em 2004; ano bem curioso… Em meio à minha rotina charmosamente boêmia e desajustada na época, o Conde Cain C. Hargreaves passou a me fazer companhia em um sem número de madrugadas em claro, indo dormir apenas quando estava amanhecendo.
Naquela época, praticamente tudo o que eu lia era baixado de grupos de scanlations. Não imaginava que nosso mercado de mangá fosse ter a coragem necessária pra se atrever a lançar séries shoujo mais pesadas. Mas de 2005 até 2007 acompanhei a pressão dos fãs como eu na internet, e a Panini foi inteligente e deu o passo óbvio após trazer Angel Sanctyary. E assim, Conde Cain chegava às bancas em Setembro do ano passado. Receber a confirmação do lançamento foi um momento memorável.
Aliás, a compra do primeiro volume remonta lembranças divertidas envolvendo um fusca azul sendo multado, pizza com refrigerante, guerra de massinha e uma carona de volta pra casa.
Passado pouco mais de um ano, é em homenagem a esse tempo decorrido e como forma de “despedida” da série que eu vou descrever três teorias pessoais que sempre tive vontade de postar no Orkut ou em fóruns, mas que nunca tive tempo ou ânimo o suficiente pra compilar, até agora:
Cause you’re working, building a mystery…
Holding on, and holding it in…
Yeah, you’re working, building a mystery…
And choosing so carefully…
I – Cain e Riff não são um casal yaoi.
Pode insistir, pode bater o pé, pode rolar no chão, correr em círculos com os braços pro alto e se rasgar toda… Por mais que as fangirls que adoram boy x boy action defendam a ilusão até a morte, a verdade é uma só: Cain e Riff não são um casal yaoi. Não, não rola um clima entre eles; não, não rola ação no quarto, cozinha sala ou banheiro; não, o mordomo vestir o patrãozinho não tem nenhuma conotação safada. Não são namorados, maridos, amantes ou sex-toy um do outro. Sinto muito.
Mas então, o que acontece entre os dois??
O que ocorre é o encontro de um garoto criado sem amor, que teve tudo o que lhe era precioso roubado de si e amaldiçoado a morrer sozinho e atormentado; e um rapaz que perdeu a família, o dinheiro e todas as perspectivas de um futuro, e reencontrou a vontade de viver ao decidir proteger esse menino desamparado, ainda que esse salvador fosse uma farsa que no fim era tão forte que venceu a crueldade do Riffael original.
Lindo, neah?? Isso se traduz em uma espécie de ligação que é bem complicada de compreender, mas tente imaginar o seguinte: todos os tipos de amor que temos ao longo da vida: amor de pai para filho e de filho para pai, amor entre irmãos, amor entre amigos, amor entre companheiros de luta; enfim, imagine que quase todos os tipos de amor que um indivíduo poderia sentir ao longo da vida por várias pessoas diferentes convergiram para um indivíduo só: é esse o tipo de relação que se estabelece entre os dois personagens. Sendo assim, resumir algo dessa complexidade a uma relação homossexual mal-resolvida é no mínimo ignorância. (NA: nada contra homossexuais, este blog é 100% a favor das diferenças.) Até porque os dois são comprovadamente heterossexuais: o Cain amava a Suzette, era noivo da Emeline, pulou a cerca com a Meredianna, propôs casamento à Rukia e deveria ter engravidado a Michaela – Se isso não ser hetero (e playboy!), eu não sei o que é. Quanto ao Riff, ele tinha uma noiva (sem-sal, é verdade), e no volume 13 presenciamos o Riffael acompanhado de uma moça.
Mas se ainda assim não acreditam em mim, basta relembrarem os momentos finais do mangá (Se eu chorei? Por certo que sim.):
O Cain não decidiu abrir mão da própria vida porque não queria ficar sem o bofe, mas porque não conseguiria viver se perdesse todos os referenciais que teve até então, ou seja: o Riff. Tratava-se de um laço que transcendia até mesmo a noção de amor; eles simplesmente não poderiam existir no mundo um sem o outro. Entendeu agora ou quer que eu desenhe?? ô.o
II – O Cain deveria ter ficado com a Emeline.
Agora que derrubamos a teoria de que o Cain tinha um caso com o Riff (e se alguém insistir, vou pedir pro Amer ir pessoalmente dar uma surra de pau!), vamos levantar o histórico amoroso do Conde: a Suzette era filha da tia Augusta com o marido, ou seja, prima e ao mesmo tempo meio-irmã do Cain, portanto, fora de cogitação, afinal, romance fraternal é lá em Angel Sanctuary. Além disso, a menina era uma chata, turrona que por capricho e burrice teve uma idéia cretina de Romeu e Julieta e, pra coroar o dia, desceu do salto num crime passional e morreu junto com o canalha, abandonando o pobre priminho. Resumo: ela não merecia alguém como lorde Hargreaves e teve um fim adequado por ser idiota. ù.ú

Burrice deveria ser crime hediondo previsto no Código Penal... ¬¬
Depois vieram Meredianna e Emeline, sendo que esta eu vou deixar pro final. Enfim, a Meredianna era uma vidente bonita, misteriosa e tudo e tal, que cativou o nosso querido Cain à primeira vista. Oh! Que romântico (leia-se brega)! ¬¬ Mas aí vem a jogada de mestre da Yuki-sensei: a moça já estava morta, e voltou à vida graças aos experimentos heréticos realizados pela organização Delilah, mais especificamente o maravilhoso Dr. Disraeli. (Nada como despedaçar sonhos cafonas e açucarados >D). Bom, fora o fato de que a união do Cain com a Meredianna seria tecnicamente necrofilia, meu real motivo pra detestar o casal é que ela é típica heroína Shoujo uó, só que mais mórbida: ela é fraca, chorona, tapada, lerda e só dá trabalho… E é claro… O herói adora ¬¬*. Conclusão: mesmo que ela estivesse viva, seria um desperdício e um despautério. Bom, essa é a opinião de alguém que tem os nomes de Miaka Yuki e Serena escritos no Death Note. Aliás, amo ainda mais o Dr. Jezebel pela cena gloriosa em que ele acabou com a palhaçada toda no final de A Marca do Cordeiro Escarlate 2; foi mais legal do que quando a Sara (de AS) morreu: RI LICTROS!

É, eu sou cruel e se disso... Acostume-se! >D
Só mencionando rapidamente, temos a Rukia, a quem o Conde dos Venenos propôs casamento só de sacanagem; e a Michaela, clone esquisito da Suzette. Sendo assim, o Cain não poderia ficar com ela pelos mesmos motivos que o impediram de ter a prima/meia-irmã, além da necrofilia, que pegaria mal, e o plano dela de dar um golpe da barriga no Conde. E em última instância, é impossível amar alguém que retalha cachorrinhos e vive cercada de aranhas e insetos asquerosos. Não acho nem um pouco digno. u.u

Rukia: gosto das roupas dela... u.u

Michaela: neurastenia até o chão...
E pra encerrar, a união para a qual eu daria a minha bênção: Cain e Emeline Lauderdale.

Qualquer semelhança é mera coincidência, ok?? E as BEESHAS que não me venham com piadas de semelhança, especialmente as musicais! ò.ó
Não porque ela era a noiva dele, quem me conhece sabe que eu não dou a mínima pra convenções sociais e coisas do tipo; tenho motivos bem mais contundentes pra gostar do casal, dela na verdade: a moça é linda, charmosa, tem um orgulho e um ego estratosféricos, é engraçada pacas, tem um temperamento forte e, acima de tudo, era apaixonada pelo Cain ao ponto da insanidade, ao ponto de virar uma DJIVA (com “J”) só por causa dele, a ponto de descuidar de si mesma para cuidar dele e morrer por isso, e mais: pensando nele e no quanto queria dizer que o amava. Quando a Emeline morreu, eu chorei igual a quando o Darth Vader morreu. Mais tarde, o próprio Cain admite que teria sido feliz com ela mais do que com a ridícula de Meredianna, só que já era tarde demais, Conde babaca… ¬¬. É fato: eles brigariam todo santo dia, mas ela jamais deixaria a relação cair na rotina.

Po que eu coloco fotos das quais eu sei que vou me arrepender depois?? Posso até ouvir as ridadas maléficas das BEES... ù.ú
E é por isso que, na minha opinião, o Cain deveria ter sido inteligente e ter ficado com Emeline: a mulher que o amava de verdade desde o início. Acho ÜBER-digno.


Ok, vou fazer uma exceção... Divirtam-se, BEES...
III – Alexis e Jezebel são loucos pelo Cain.

Meninë, que perigo...! *o*
E quanto ao pai Alexis, é só parar pra pensar: Cain é filho dele com a única mulher que realmente amou (a irmã Augusta. Deixem seus comentários cristãos indignados após o post), além de ser à imagem e semelhança do pai tanto na aparência quanto no charme sombrio, na inteligência e na capacidade de manipular.
Ok, mas então por que pipocas o Alexis tinha que ser tão escroto na educação do filhote? Simples: aos olhos do pai, aquela criação abusiva, criminosa e bizarra era a maneira ideal de forjar alguém que estaria preso eternamente ao seu superior, e que, posteriormente, seria o herdeiro perfeito, o príncipe que, ao lado do Cardmaster, reinaria um mundo mergulhado em caos e trevas. Convenhamos: se dar o trabalho de ser tão calhorda, forjar a própria morte, reaparecer do além e usar uma organização sombria e com poder no mundo todo pra atormentar o filho a níveis enlouquecedores só pode significar um amor muito grande; torto, horrível e psicótico, mas MUITO grande.
Quer que eu prove?? Pois bem: pai e filho continuaram tão ligados mesmo depois da torrente de desgraça, que o rapaz fez todo tipo de sacrifício e loucura para derrotar seu algoz, e, como o próprio Alexis salientou, ninguém nunca chegara tão longe, e, portanto ninguém era mais adequado a comandar o mundo ao lado do Cardmaster. Outra coisa: nós sabemos só no finalzinho que o verdadeiro grande über-vilão da história não era o Alexis, e sim a sádica Augusta (leiam o mangá, preguiça de explicar), que nem depois de morta deu uma folga. Partindo desse ponto, talvez o motivo maior para o terrorismo do pai em cima do filho era o fato de o Conde Pai ser escravo do fantasma da mulher filistéia, que tinha prazer em ver pai e filho se matando. Conclusão: o Alexis amava o Cain, mas a influência perniciosa da Augusta já o havia deixado degenerado demais para demonstrar isso de forma decente.

Senhoritas, olhem e aprendam com quem sabe...
Enfim, essas são três dentre muitas outras teorias e opiniões acerca do universo de Conut Cain/God Child. E é por essas e outras que GC me faz feliz! (NA: GC é uma Inner Joke que poucas pessoas vão compreender. Então não precisa se descabelar tentando saber do que se trata.^^ Não é relevante para a sua vida.^^)
E então encerro meu post em tributo à minha série preferida.

Para mim?? Não precisava... ^^(L)
You’re a beautiful, a beautiful fucked up man…
You’re setting up your razor-wire shrine…
Bid you all adieu.
You’re building a mystery…
Nick

UHUL! ADORAY BEE@!!!
Falei que ia ser MARA^^=
*se escondendo da chefinha*
Concordo e apoio todas as teorias^^ e eu sei, por mais que eu euria fazer a piada, que você não adora a Emmeline só pq ela é a sua cara XD
Claro que na parte Egomaniac:
“a moça é linda, charmosa, tem um orgulho e um ego estratosféricos, é engraçada pacas, tem um temperamento forte e, acima de tudo, era apaixonada pelo Cain”
Você se identifica^^, mas eu acho digno^^ e aposto que você adoraria ela mesmo se a aparência fosse diferente!^^
E não se preocupe…nem me passou pela cabeça a ligação Tenshi-Cain, Riff-Reiko… mesmo eu jah sabia sobre suas teorias do mangá… e a fic em si, acabou ultrapassando os níveis normais de fanfiction em toda a extensão da palavra!
beijosteligopragentefazerumnerdsdayBEE!
TÁ ÓTEMO O SITE /O/ – fã neurótica on
Ah, muito obrigada! Espero que continue visitando e qeu se divirta!
gostei muito! um jeito diferente de comentar a historia e um conforto em relembar a hístoria para quem jah termino de le gostou muito e nao queria parar!!! bjos valeu!!