
É muita informação...
Não, isto aqui não é um “lead”…
Presumindo que outros além dos meus amigos leiam este blog, vale comentar: eu sou estudante de jornalismo, daqueles que entraram na universidade pública pouco antes da baixaria (aka REUNI) que está programada pra começar ainda este ano, e que vai engordar as estatísticas e passar uma boa maquiagem pra camuflar a nossa imagem de terceiro mundo ignorante diante do cenário mundial; afinal, somos liderança entre os emergentes e os ricos até que gostam de nós. Sendo assim, força na produção!
Ah, se eu sou a favor de mais vagas na universidade pública?? Por certo que sim. Acho que o vestibular mede coisas como sorte, malandragem e grau de adestramento, enfim, qualquer coisa menos conhecimento e habilidade; isso porque as poucas vagas dão ao exame a lógica de descartar a maioria, e não de aprovar os que têm condições de entrar no ensino superior. Provo isso com números: ano passado, cerca de 40 mil se inscreveram para o vestibular da UFPR em todos os cursos, que somam cerca de 4 mil vagas. Faça as contas; não precisa ser muito QI pra entender a crueldade da proporção: de cada 10 que tentam, 1 entra, 9 estão de fora. Enfim, acho sim que deve haver mais vagas, mas a “expansão” (leia-se inchaço) que o MEC está propondo é simplesmente fazer a coisa certa pelos motivos errados e pelos meios errados.
Agora sim…
Minha idéia hoje é dizer que, mesmo estudando, não pretendo falar de jornalismo aqui no blog.
“Mas por que não??” >>> Pergunta retórica, gente… XDDD
Simples: porque eu não gosto de falar sobre aquilo que eu não sei ou que ainda não entendo. Sim, eu estou estudando, é verdade, mas é só isso. Eu acho perigoso e desagradável pensar que, só por estar nos bancos da faculdade, eu tenho algum tipo de autoridade ou direito divino de falar a respeito de jornalismo e de como é ser jornalista. Eu não sei nada disso. Eu passei por um processo insano de tão difícil apenas para ter o direito de aprender, e é nessa fase que eu estou agora.
Claro, eu poderia discorrer aqui sobre o advento da modernidade, o surgimento do método científico para ciências humanas, a Teoria do Agendamento de McCombs e Shaw, Escola de Frankfurt e o diabo comendo goiabada, tudo isso com uma naturalidade safadamente canalha e ridícula, o que causaria em vocês 3 reações possíveis ao meu ver:
1) Vocês me achariam estupidamente inteligente, superdotada e diferente dos que abrem blog só pra postar futilidades. Mas, na verdade, não entenderiam porcaria nenhuma do que eu disse e nem se dariam ao trabalho de pesquisar. Sim, eu sei que essa possibilidade subestima a inteligência de qualquer ser humano. ¬¬
2) Vocês me achariam absurdamente pedante, cretina e digna de desprezo por postar comentários falsamente espertos acerca de temas que só são realmente relevantes na esfera acadêmica. E, na minha opinião, seria essa a reação mais previsível, saudável e desejável. u.u
3) Você pararia por um segundo e se perguntaria se o William Bonner e a Fátima Bernardes estudaram tudo isso só pra dar “boa noite” pra você todas as noites. Assustador, eu sei… O.O”
Entendeu agora??? >>> Yep, é mais uma pergunta retórica. Acostume-se. XDDDD
É por tudo isso que eu não pretendo bancar “A Semente do Futuro do Jornalismo” aqui. Não significa que eu nunca, absolutamente NUNCA comentarei a respeito do assunto; afinal, é parte, talvez até mesmo o centro da minha vida por enquanto. Porém, comentarei apenas quando achar que devo, e sempre reconhecendo minha condição de aprendiz; até porque é justamente aí que está a graça da coisa toda.
Uau… É o post mais longo até então… E você agüentou ler até o fim… Obrigada!! *_*
E enquanto eu não acho tema fixo pro blog, vamos ter um pouco de tudo: reflexões, relatos, piadas cretinas, poesia e por aí vai…
Beijos
Nick

Nada a declarar...